quarta-feira, 31 de outubro de 2012

CRAD/UNB ganha prédio próprio


Prédio homenage a professora Jeanine Fagg, falecida em 2009.
Foi inaugurada hoje pela manhã, no Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília, a sede do Centro de Referência em Áreas Degradadas – CRAD/UNB. O Prédio foi projetado pela equipe da própria universidade e custou R$ 1,2 milhão. Sua área é de 1.326 m2.

O CRAD/UNB é parte de um grupo de quatro outros centros implementados na Bacia do São Francisco, com o objetivo de desenvolver atividades de conservação de sementes e produção de mudas; de desenvolvimento e implantação de modelos de recuperação de área degradada; de treinamento e capacitação; de mobilização e sensibilização da comunidade sobre a recuperação da vegetação e conservação da biodiversidade; de estruturação de banco de dados; de monitoramento de áreas demonstrativas e de articulação com redes de sementes que atuam em sua área de abrangência.

Sousa: "CRAD é simbolo dos novos tempos da ciência"
Os CRADs são frutos de um ação conjunta entre o Ministério do Meio Ambiente, a Codevasf e algumas universidades federais com atuação na bacia do São Francisco. Além do CRAD/UNB já foram implantados centros em Arcos (MG), Paracatu (MG), em Arapiraca, em Petrolina (PE). Estão previstos ainda unidades em Janaúba (MG), Serra Talhada (PE) e Barreiras (BA).

Durante a solenidade, o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior, saldou a iniciativa, ressaltando que o CRAD é fruto de uma mudança de paradigma científico, na qual estruturas multidisciplinares avançam para substituir o velho modelo de pensamento único das antigas instituições. “E reconhece o valor da natureza com fundamental para a preservação da vida”, disse.

wilson: "É hora de recuperar as área degradadas no passado"
O Secretário de Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Pedro Wilson, presente à inauguração, lembrou que o CRAD é uma contribuição das universidades e da Codevasf para a revitalização dos 20 milhões de hectares de áreas degradadas do Brasil. “Daqui sairão inúmeras contribuições para que essas áreas possam ser recuperadas e nelas serem desenvolvidos inúmeros projetos de uso sustentáveis”, disse.

Veja fotos da construção do CRAD/UNB, aqui
Para a biografia da professora Jeanine, leia artigo aqui.

Margens do Rio São Francisco em Malhada, uma vergonha para a cidade

Margens do Rio São Francisco em Malhada, uma vergonha para a cidade
 Texto:

Fala – se muito veementemente via meios de comunicação, a respeito da presença do lixo na cidade de Carinhanha, principalmente no Balneário Pontal, principal ponto turístico da cidade,  localizado entre o rio Carinhanha e o rio São Francisco, esgotos a céu aberto em algumas ruas e assim por diante. Será que esta realidade é vista somente em Carinhanha?

No último domingo, 28 de outubro, a reportagem do site Médio São Francisco Notícias fez um percurso a margem do Rio São Francisco em Malhada, no sudoeste da Bahia, deparando assim com um descaso público, uma triste realidade, tristeza esta ocasionada pela má atitude de pessoas irresponsáveis que, assim, fizeram da beira do Rio São Fracisco, principal ponto turístico da cidade, um verdadeiro depósito de lixo. 

Além de vidros, papéis, plásticos, garrafas, fezes de animais e outros objetos, a reportagem deparou, também, com muitos fogos que foram utilizados no local durante as reuniões das campanhas políticas na sede e observou a presença de muitos animais no local.

Vale ressaltar que, o cais é usado como banheiro para muitos visitantes, principalmente durante as festas tradicionais da cidade, as pessoas que por alí circulam não suportam o odor de urina, sem contar que existem alguns esgoto sendo despejado em direção ao rio.
 
Nas imediações da Praça Nova, a beira do rio está tomada de mato, o que dificulta a visão do rio por parte das pessoas que por alí circulam.
 
 O Rio São Francisco é o ponto de referência da cidade, as pessoas quando visitam Malhada, uma das primeiras coisas que lembram é se direcionarem à beira do Rio para contemplar a beleza exuberante, mas ao invés de contemplar somente a beleza, acabam deparando com uma falta de respeito por parte de alguns moradores para com o Velho Chico, moradores estes, que esquecem que tal atitude é prejudicial tanto a si mesmo quanto para a geração futura, uma vez que o lixo jogado no local está contaminando e matando aos poucos o rio.
“Sabemos das prioridades que uma administração tem para dedicar constantemente no decorrer dos quatro anos, mas se tem uma coisa que, também, não pode deixar de ser vista dentro das prioridades do governo municipal de Malhada: cuidado com a beira do Rio São Francisco, uma vez que além de dar vida ao Rio, dará também mais vida à cidade e uma visita mais prazerosa aos visitantes.” Ressaltou um morador malhadense.

Segundo informações do candidato a prefeito eleito, Dr.Gimmy (PT), uma de suas prioridades no decorrer do seu mandato é acabar com o lixão localizado em umas das entradas da cidade, na vicinal Malhada/Canabrava, mas pelo que estamos vendo, vai sobrar mais um problema pra ele resolver e, em vez de um lixão, vai ter que acabar com dois, já que existe também um lixão à margem do Rio São Francisco e que o gestor atual já está vencendo seu mandato e o problema ainda não foi solucionado.

De quem é a culpa?
Alunos e professores das escolas municipais já se mobilizaram em prol deste assunto, inclusive alguns meses atrás sairam às margens do Rio, juntamente com representantes da Bahia Mineração, recolhendo o lixo reciclável, porém em pleno século XXI ainda existem pessoas dotadas de tamanha ignorancia que não temem fazer o mal à natureza, prejudicando, assim, um tesouro tão valioso que traz a fonte da vida (àgua) aos moradores ribeirinhos.

Na oportunidade, pedimos mais uma vez aos moradores de Malhada e região: vamos entrar nesta luta e preservar o nosso rio e a nossa cidade, lixo é jogado no lixo e não no rio. Quem ama cuida, se você ama, ele pede socorro, cuida dele.

Portanto, esta é a realidade atual da margem do Rio São Francisco em Malhada. Confira as fotos e tire as suas próprias conclusões.

Mais fotos: http://mediosaofrancisco.com/2012/10/29/margens-do-rio-sao-francisco-em-malhada-uma-vergonha-para-a-cidade/#!prettyPhoto

Fonte: www.mediosaofrancisco.com
 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Projeto de Manejo Integrado do Ribeirão Jorge Pequeno apresenta resultados

Ações mobilizaram cerca de 2 mil estudantes
A analista ambiental Larissa Rosa esteve em Luz/MG, na semana passada, para fazer uma vistoria do Projeto de Manejo Integrado do Ribeirão Jorge Pequeno, afluente do rio São Francisco.

O projeto foi desenvolvido pela prefeitura em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano/MMA, com o apoio do Programa de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco/MMA. Os recursos foram na ordem de R$ 900 mil.

O objetivo da parceira era promover uma campanha de conscientização para a conservação da água. A equipe técnica do projeto recebeu formação em conservação de água e solo na Universidade de Viçosa/MG. E foram construídas 1.020 barraginhas (bacias de contenção de águas pluviais) 1.700 hectares de terraços em nível e distribuídas 60.829 mudas de espécies nativas da região, entre outras ações.

Cerca de dois mil estudantes foram mobilizados nas atividades, que também contaram com a participação de 80 produtores rurais.

Larissa Rosa: "A experiência de Luz é referência para a bacia
Segundo Larissa Rosa, “As metas do convênio foram atendidas. Mas o que chamou a atenção foi o envolvimento dos mais de 2 mil estudantes e dos proprietários rurais”, afirma. “O sucesso do projeto pode ser exemplo para os outros municípios da região”, garante.

Dia de campo – Na sexta-feira, dia 26/10, Larissa participou de uma visita, na fazenda Camargos, onde pode constatar os resultados das ações de controle dos processos erosivos, do plantio de espécies florestais nativa e sobretudo a participação da comunidade local.

Prefeitos Agostinho: "Parceira do MMA foi fundamental para nosso êxito"
O prefeito de Luz, Agostinho Carlos Oliveira, presente à visita, falou aos participantes, agradecendo os recursos do Ministério do Meio Ambiente, “os investimentos do MMA possibilitaram a preservação da água e do solo, e possibilitaram que o município estruturasse uma patrulha mecanizada para a manutenção dos projetos execuatados”, disse ele.

Assista aqui ao vídeo do projeto:


Veja matéria no site da prefeitura de Luz, aqui.
Mais notícia sobre o projeto, no G1: Projeto estimula revitalização de ribeirão em Luz, MG

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Cadernos de Temas Geológicos para Educação Ambiental

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) criou em seu sitio eletrônico o Canal Escola. Este, tem os objetivos de incentivar e fomentar o conhecimento sobre Ciências da Terra. Esperamos que os textos selecionados possam contribuir como uma fonte didática de recursos para sua pesquisa. Clique nos temas a seguir, para ler os textos disponíveis.

Caderno I - Processos Naturais Modificadores do Relevo Terrestre

Caderno II - Problemas Ambientais decorrentes da falta ou excesso de água

Caderno III - Ação da Água das Chuvas no Planeta Terra - Parte I

Caderno IV - Ação da Água das Chuvas no Planeta Terra - Parte II

Caderno V - Ação da Água dos Rios no Planeta Terra

Caderno VI - Ação da Água do Mar no Planeta Terra

Caderno VII - Ação da Água Subterrânea no Planeta Terra

Monografia: EA para catadores de materiais recicláveis

O trabalho de conclusão de graduação "A educação ambiental na construção de currículo integrado para catadoras/catadores e recicladoras/recicladores de resíduos sólidos: elementos para reflexão." defendido na Faculdade de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, versa sobre a contribuição de pressupostos da EA em interfaces com a Educação Popular, Educação de Jovens e Adultos e Trabalho na construção de propostas de Currículo Integrado.

Para baixar acesse: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/56361/000859096.pdf?sequence=1

Política Estadual de Educação Ambiental é discutida em Aracaju

25/10/2012 07:09:55

A Lei nº 6.882, que instituirá a Política Estadual de Educação Ambiental, está em processo de consulta pública em Sergipe. O primeiro município a ser ouvido foi Aracaju, durante reunião técnica para regulamentação da Lei, que teve como público organizações governamentais e não governamentais. A Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) esteve presente no evento representada pelas assessoras técnicas Trícia Dantas e Juçara Benette, através de convite da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos - Semarh.

A reunião aconteceu na manhã desta terça-feira, 23, no auditório da Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social (Seides). Organizado pela Superintendência de Qualidade Ambiental, Desenvolvimento Sustentável e Educação Ambiental, por meio da Semarh, o encontro teve por objetivo discutir, em detalhes, a Minuta do Decreto Governamental, a qual regulamentará a Lei 6.882.

Elizabeth Azevedo de Oliveira, técnica da Superintendência de Qualidade Ambiental, falou que antes deste primeiro encontro ocorreram três reuniões com a Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental a fim de planejar o processo de sugestão e modificação da Lei. Segundo ela, a implementação da educação ambiental nas instituições de ensino é de extrema importância para o engajamento de alunos, professores e gestão pública.

De acordo com Tânia Ribeiro Santos, coordenadora de Educação da Superintendência de Qualidade Ambiental, Desenvolvimento Sustentável e Educação Ambiental, após todas as reuniões a Minuta com as sugestões será apresentada no Fórum Estadual de Educação Ambiental, que acontece dia 11 de novembro, e após este evento o documento irá para a Câmara para aprovação. Ao todo serão 10 municípios consultados, entre os meses de outubro e início de novembro. São eles: Aracaju, Itabaiana, Estância, Lagarto, Propriá, Japaratuba, Nossa Senhora da Glória, Gararu, Nossa Senhora das Dores e Grande Aracaju.

Para as assessoras da Emsurb, Trícia e Juçara, a educação ambiental como parte das escolas só vem a acrescentar no trabalho desenvolvido pela Emsurb, quanto à Gestão Ambiental, pois é um ponto de partida para jovens atores na busca da reflexão e construção de alternativas para a sustentabilidade do ambiente.

Lei nº 6.882
A lei estadual rege estratégias e ações de Educação Ambiental nas instituições de ensino, ao mesmo tempo em que designa direitos e deveres dos gestores, orientadores e orientados pela prática ambiental em território sergipano.


 

Filme: "Florestas e Homens" para assistir, refletir e compartilhar

Florestas e Homens, o filme oficial do Ano Internacional das Florestas, dirigido por Yann Arthus-Bertrand para ONU.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012