sexta-feira, 16 de maio de 2008

Liberados R$ 48 milhões para obras civis do Projeto São Francisco

Brasília - O Ministério da Integração Nacional autorizou a liberação de R$ 48 milhões para a realização das obras civis da primeira etapa de implantação do projeto de integração do rio São Francisco com as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional.

Para a Construtora LJA Ltda foram liberados R$ 28 milhões destinados às obras do lote oito da primeira etapa do eixo norte. A empresa Encalso Construções Ltda, responsável pela as obras do lote 13 do eixo leste recebeu R$ 20 milhões. Os recursos liberados estão incluindo no orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


Projeto de Integração do Rio São Francisco com as bacias do Nordeste Setentrional é o mais importante projeto de infra-estrutura hídrica do Ministério da Integração Nacional. A obra prevê a construção de dois canais, os eixos Norte e Leste, que levarão água para os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará, beneficiando uma população estimada de 12 milhões de habitantes, além de gerar emprego e promover a inclusão social.

Para o Eixo Leste, que beneficiará os Estados da Paraíba e Pernambuco, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê entre 2007 e 2010 R$ 1,91 bilhão.

O Eixo Norte atenderá os Estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte e tem garantido pelo PAC (2007-2010) R$ 2,89 bilhões. Serão 402 km de canal, englobando também a construção de canal (trecho V), estações de bombeamento, reservatórios, túneis e aquedutos. A captação será no reservatório da Barragem de Tucutu. O Batalhão de Engenharia do Exército já executou 17,11 % do canal de aproximação de 2,1 km e 24,11% da Barragem de Tucutu.

Para a realização das obras do Projeto São Francisco serão implantados 36 Programas Básicos Ambientais (PBAs), que visam a eliminação, minimização e controle dos impactos ambientais provocados pela implantação e operação do empreendimento. No PAC está previsto o total de R$ 226 milhões para o atendimento desses programas.

(Envolverde/Ministério da Integração Nacional )

Um comentário:

Paulo Afonso disse...

O Projeto de Integração de Bacias tem um erro grave de concepção: ao invés de criar rios artificiais, que ajudariam a amenizar as condições ambientais em seu percurso no semi-árido, optou por criar canais de concreto armado, indicando uma falta de visão de futuro.
O Projeto visa a reter o homem na terra. Particularmente com relação às margens dos canais, onde o Incra fará distribuição de terras, espera-se um grande aumento populacional. É possível que novas cidades cresçam as margens dos eixos norte e leste.
Para onde escoarão o esgoto e a drenagem pluvial das comunidades que surgirão à margem desses eixos? Certamente que será para os canais, provocando inundações. Não adiantará nem mesmo fazer campanha pela revitalização dos eixos, visto que não adianta plantar mata ciliar à margem de canais de concreto armado.
Ainda está em tempo de se rever tal política. Como a construção de canais em solo é muito mais barata que a construção em concreto armado, tenho a certeza de que será possível um acordo com as empreiteiras, baixando o custo da obra. Mas, se isso não for possível, qualquer coisa é preferível ao encaixotamento de mais de 700 km de rios (ainda que artificiais).
Como subsídio a esta argumentação, segue endereço de texto de Apolo Heringer Lisboa, coordenador do Projeto Manuelzão:
http://www.manuelzao.ufmg.br/folder_informa/folder_ultima/drenurbs-e-o-projeto-manuelzao.