terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Técnicos do Diflor e PR-SF visitam CR-ad em Paracatu

Técnicos do Departamento de Florestas (Diflor) da Secretaria de Biodiversidade e Florestas e do Programa de Revitalização do São Francisco (PR-SF) do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente realizaram, no último dia 4 (quarta-feira), visita técnica ao Centro de Referência em Recuperação de Áreas Degradadas (CR-ad), em funcionamento no Centro de Treinamento e Educação Ambiental do Instituto Estadual de Florestas (IEF), em Paracatu, Minas Gerais.

Essa atividade, referente à Linha de Ação 3 - Proteção e Usos Sustentável dos Recursos Naturais - Componente 3.2 - Recuperação da Cobertura Vegetal - do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco, foi coordenada pela Diflor em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e IEF, executores do projeto, cujo recursos são administrados pela Organização da Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

O CR-ad tem o objetivo de conjugar esforços, mediante utilização de instalações, tecnologias, recursos humanos e materiais, para a implementação conjunta de programas, projetos e atividades de pesquisa e extensão em Minas Gerais e Distrito Federal, no âmbito do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco.

A visita teve como ponto principal fazer a avaliação do Projeto de Implementação
do CR-ad que consiste nas instalações do centro, no viveiro de produção de mudas e na Unidade demonstrativa de recuperação de áreas degradas, tendo como ação do componente: a coleta e conservação de sementes, a produção de mudas de espécies nativas utilizadas na recuperação de áreas de preservação permanente (APPs), além de estimular a implantação de sistemas agro-florestais.

Na programação também foram apresentadas as ações desenvolvidas pelas instituições presentes: Educação Ambiental no PR-SF; cobertura vegetal do Diflor; atividades de campo da UnB, em parceria com o IEF-MG; e o projeto da Sala Verde desenvolvida pela Ong Conscienciarte, resultante da parceria com o Departamento de Educação Ambiental (DEA/MMA), cujo projeto foi visitado pela equipe técnica.

Encaminhou-se, após a apresentação dos
trabalhos, a ampliação das parcerias entre UnB, IEF e a Sala Verde visando a integração desta estrutura educadora para o fortalecimento das ações do CR-ad e de Educação Ambiental, no pólo Paracatu.











3 comentários:

Telio Campos disse...

O governo federal age na surdina no processo de transposição das águas do Rio São Francisco.
Frequento as margens do rio a mais de 30 anos.
Não quero ouvir planos, porque não são planos o que está se fazendo na área de execução da transposição.Empreiteiras estão em processo de mobilização.
Não vejo grandes empresas de reflorestamento refazendo matas ciliares, não vejo desassoreamento dos rios, não vejo estações de tratamento de esgoto sendo construidas e muito menos um programa de investimento em proteção de nascentes.
Qual é a ação efetiva do governo nesta área?
O governo se lança em "programas educativos" ( que geram campanhas publicitárias milionárias, que todos sabemos para onde vai o dinheiro ). O governo multa aqui e alí, puntualmente, alguns infratores, mas não se empenha em receber estas multas, não se empenha em impedir a reincidência. Multa garimpeiros, lacra garimpos e lá deixa os equipamentos e áreas de escavação: os agentes da lei viram as costas e todo mundo volta... O que fica disto? Um pedaço de papel com uma autuação.
Dom Caprio em sua luta inglória diz que aceitaria adução do rio. É nobre. Mas a adução não irá mudar nada do processo de morte do rio.
Trabalhos de revitalização na escala que vem sendo feita só prestam um serviço ao governo, nenhum ao rio.
Não vejo nada em lugar nenhum que me dê alguma esperança.

Eliardo disse...

Olá,

vocês sabem o que está acontecendo com a página do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco? Tenho tentado voltar àquela página, onde havia muitos materiais interessantes, mas tá caindo em uma outra, completamente diferente no lay-out e que fica dentro da página da ANA, no domínio gov.br. Não é estranho? Se alguém puder me dar uma dica sobre isso, ficarei muito grato. A questão do S. Francisco é muito importante pra mim.

Abraço
Eliardo
email:eliardofteles@gmail.com

Claudia disse...

Baixo São Francisco clama por água

ÁGUA PARA O SÃO FRANCISCO!


A Câmara Consultiva do Baixo São
Francisco, órgão do Comitê da Bacia
Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), reunida ordinariamente na
cidade de Propriá, Estado de Sergipe, faz os seguintes esclarecimentos:

1. A região do Baixo São Francisco, que delimita a fronteira entre os Estados de Alagoas e Sergipe, tem sido, historicamente, a
principal prejudicada com a diminuição drástica das vazões do rio;

2. Infelizmente a sua população não tem sido compensada na razão
direta dos prejuízos provocados por essas vazões diminuídas,
sobretudo porque os cálculos das compensações não são feitos
levando em consideração a moderna ferramenta da contabilidade
socioambiental;

3 Por decisão dos órgãos do Governo Federal, notadamente da
Agência Nacional de Águas e do Operador Nacional de Energia (ONS),
até abril deste ano de 2008 a vazão de restrição -notadamente no
trecho do Baixo São Francisco – seguirá nos reduzidos valores de
1.100m³/s (mil e cem metros cúbicos por segundo),vazão esta que
impõe enormes sacrifícios às populações, ao meio ambiente e à
economia dos dois estados referidos.

4. Tendo em vista que, no momento da reunião da Câmara Consultiva,
os níveis da Barragem de Sobradinho já haviam se elevado a 30% de
sua capacidade útil, é urgente que seja imediatamente reavaliada a
necessidade de aumento gradual da vazão de restrição na Foz do São
Francisco.

5. Na batalha pela revisão imediata dos valores da vazões fixadas
pelo ONS, é essencial que haja maior transferência de energia do
sistema nacional para o Sistema CHESF (Companhia Hidrelétrica do
São Francisco).

6. A grave crise ambiental provocada pela diminuição das vazões do São Francisco, remete-nos, mais uma vez, à necessidade de exigir
do Congresso Nacional a imediata revisão da legislação atual, de
forma a possibilitar que a operação das barragens hidrelétricas
passe a se fazer com a máxima transparência e rígido controle
social, controle este a ser implementado com a participação dos
comitês de bacias hidrográficas e de outras instituições
representativas da sociedade civil e do Poder Público.

7. Em relação ao item anterior, sugerimos que a ANA (Agência
Nacional de Águas), a CHESF e o ONS promovam, imediatamente,
audiências públicas nas cidades pólo do Baixo São Francisco para
ouvir a população e avaliar diretamente os prejuízos causados pela diminuição das vazões.

8. No caso da futura fixação de vazões que porventura estejam
abaixo dos valores da vazão mínima de restrição, deverão ser
levados em conta aspectos ambientais e sociais dos impactos
decorrentes, a serem analisados previamente pelo CBHSF e pelos
órgãos encarregados do licenciamento ambiental.

9. A Câmara Consultiva, através da unanimidade dos seus membros,
renova a sua mais veemente condenação ao Projeto de Transposição do Rio São Francisco, cuja consecução tornará ainda mais
dramáticas as crises deescassez hídrica na região; condena também
os planos de construção da Barragem de Pão de Açúcar e, finalmente, exige do Governo Federal que tire imediatamente do papel o projeto de revitalização da bacia.

Própria, 15 de fevereiro de 2008

CÂMARA CONSULTIVA DO BAIXO SÃO FRANCISCO